Thursday, November 24, 2005


Os cogumelos ou fungos, uma vez que não possuem clorofila, não se alimentam de luz solar como as outras plantas. Em alternativa, funcionam como parasitas de outras plantas e animais ou instalam-se em meios com matéria em decomposição.
Existem várias espécies diferentes de cogumelos psilocibinos, nome científico atribuído aos cogumelos que contêm Psilocibina e Psilocina (alcalóides activos). A psilocibina é quimicamente semelhante ao LSD e tem a denominação científica de orthophosphoryl-4-hydroxy-n-dimethyltryptamine. No que se refere a cogumelos psilocibinos encontramos espécies como Psilocybe mexicana, Psilocybe caerulescens, Psilocybe (ou Stropharia) cubensis, Pscilocybe wassoni, Stroparia cubensis, entre outras.
Os cogumelos psicoactivos são todos aqueles que contêm estes ou outro tipo de alcalóides capazes que afectar o Sistema Nervoso Central. Por exemplo, as espécies Amanita muscaria e Amanita pantherina são cogumelos psicoactivos mas não psilocibinos.
Os cogumelos mágicos, nome pelo qual é mais comummente conhecido este tipo de droga, são substâncias alucinogéneos ou psicadélicas. São geralmente ingeridos crus, secos, cozinhados ou em forma de chá (“Shroon Brew”), sendo que os mais consumidos são os Liberty Cad Mushroom. São uma droga sazonal dado que aparecem sobretudo no Outono, contudo podem ser secos e armazenados, sendo inclusivamente os cogumelos secos aqueles que têm efeitos mais intensos.
Após consumidos, os alcalóides dos cogumelos chegam ao cérebro e bloqueiam os efeitos da serotonina. Não foi encontrada informação sobre a utilização terapêutica dos cogumelos.

Origem

Os cogumelos alucinógenos eram usados no México, Guatemala e Amazonas em rituais religiosos e por curandeiros. Os Maias utilizavam um fungo ao qual chamavam, na língua nahuátl, teonanácatl (a "carne de deus") há já 3500 anos. No seu território foram encontradas figuras de pedra com representações de cogumelos datadas de 1000 a.C. e 500 d.C. Em Oaxaca eram também chamados de nti-si-tho, sendo que nti é um diminuitivo de respeito e carinho e si-tho significa "o que brota".
As primeiras referências ao seu consumo foram encontradas em livros (1502), nos quais era mencionado o uso de cogumelos em rituais nas festas de coroação de Moctezuma, o último imperador Azteca. Os conquistadores espanhóis, não preparados para os efeitos da droga, assustaram-se e proibiram o uso de fungos alucinogéneos e a religião nativa. Foram também encontrados registos do médico do rei espanhol a relatar a ingestão de cogumelos pelos indígenas, por forma a induzir visões de todo o tipo, sendo estes muito apreciados em festas e banquetes. Após a conquista, o consumo de cogumelos com fins rituais e terapêuticos sobreviveu apenas na Serra de Oaxaca.
Provavelmente, o cogumelo alucinogéneo mais popular é o Amanita muscaria, descrito por Lewis Carroll no livro Alice no Pais das Maravilhas. Este cogumelo é usado há mais de 6000 anos, sendo, por vezes, confundido com variedades muito semelhantes mas letais. Os povos primitivos da Sibéria tinham o hábito de armazenar a urina de consumidores de Amanita, usando-a como droga alucinogénea. Isto verificava-se porque as substâncias alucinogéneas deste cogumelo permanecem intactas após a sua passagem pelo organismo.
Durante os anos 70, os cogumelos aparecem também na Europa, sendo inicialmente utilizados em sopa instantânea. Os genuínos cogumelos psilocibina secos só surgiram mais tarde.
O químico suiço Albert Hofmann que descobriu o LSD, foi também o primeiro a extrair psilocibina e psilocina dos cogumelos mágicos. A psilocibina, que é convertida em psilocina pelo organismo humano, é a responsável pelos efeitos alucinógenos da planta.

Efeitos

Os efeitos dos cogumelos parecem estar associados às condições psicológicas e emocionais do consumidor, assim como ao contexto em que esse consumo se verifica. São semelhantes ao LSD mas menos intensos e duradouros.
As primeiras reacções começam por ser de carácter físico: náuseas, dilatação das pupilas, aumento do pulso, da pressão sanguínea e da temperatura. Se ocorrer ansiedade e vertigens, estas deverão desaparecer no período de uma hora. Para além disso, o consumidor poderá sentir um aumento da sensibilidade perceptiva (cores mais intensas, percepção de detalhes) com distorções visuais e sinestesia ou mistura de sensações (os sons têm cor e as cores têm sons), acompanhadas de euforia, sensação de bem-estar, aumento da autoconfiança, grande desinibição e aumento do desejo sexual. Os efeitos alucinogéneos podem acarretar alguma desorientação, ligeira descoordenação motora, reacções paranóicas (bad trips), inabilidade para distinguir entre fantasia e realidade, pânico e depressão.
Os efeitos começam a surgir cerca de 25 a 30 minutos após a ingestão e podem durar até 6 horas.

Riscos

O consumo de cogumelos pode provocar dores no estômago, diarreia, náuseas e vómitos. Pode também piorar problemas a nível de doenças mentais ou mesmo despoletá-las.
Uma outra consequência desta droga poderão ser acidentes originados pela interpretação incorrecta da realidade.
Existem cogumelos venenosos que podem ser muito tóxicos ou até letais. A Amanita é uma droga muito perigosa, sendo actualmente responsável por 90% dos casos fatais de envenenamento por fungos. O uso prolongado desta espécie poderá levar à debilidade mental. Doses excessivas podem provocar delírios, convulsões, coma profundo e morte devido à paragem cardíaca.

Monday, November 21, 2005

Ketamina

A ketamina é um poderoso anestésico dissociativo que se encontra sob a forma de pó branco, líquido ou tablete e que é consumido por via oral, inalada ou injectada. A sua posse não é ilegal, dado que é prescrita por médicos.
A K ou special K, como é chamada pelos seus consumidores, é uma droga psicadélica derivada da fenciclidina. Parece deprimir selectivamente a função normal de associação do córtex e tálamo, aumentando a actividade do sistema límbico e produzindo um efeito analgésico e amnésico.

Origem
A ketamina foi produzida em 1965 pelos laboratórios Parke & Davis como um anestésico para uso humano (cirurgias) e, principalmente, veterinário. Foi utilizada no Vietnam para diminuir a dor dos feridos.
Começou a ter funções recreativas nos anos 70, muito associado à cultura Gay, sendo depois integrada nos contextos de festas rave.

Efeitos
A ketamina, cujos efeitos duram cerca de uma hora, pode produzir sensações de não pertença ao corpo, entorpecimento, alucinações profundas, visão em túnel, dificuldade em controlar movimentos e sentimentos, distorção do sentido de tempo e de identidade, sensação de distorção do corpo, experiência próxima da morte (a sensação de caminhar num túnel em direcção a uma luz brilhante), sensação de sufocar, amnésia ou delírio. Para além disso, podem ainda ocorrer vómitos, náusea, diarreia, baixa de temperatura, deterioração da função motora, coma e problemas respiratórios potencialmente mortais

Riscos
Pode provocar problemas físicos e mentais profundos, incluindo delírio, amnésia, deterioração da função motora e problemas respiratórios potencialmente mortais.
A ketamina não deve ser misturada com álcool. Por vezes é vendida como ecstay

Substâncias Canabinóides

A cannabis, a mais popular das drogas ilegais, pode ser conhecida por diferentes nomes de rua como charro, chamon, liamba, erva, chocolate, tablete, taco, curro, ganza, hax, hash, maconha, óleo (óleo de haxixe), boi ou cânhamo. Os canabinóides são derivados da planta Cannabis Sativa e são considerados drogas psicadélicas (leves), alucinogéneas ou depressoras.
Existem três formas de preparação:
"marijuana ou erva" - preparada a partir das folhas secas, flores e pequenos troncos da Cannabis Sativa. Provém de várias “castas”, sendo a mais forte o Skunk (quanto mais forte, maior a quantidade de THC, a substância que provoca os efeitos).
"haxixe" – preparado a partir da resina da planta fêmea, a qual é transformada numa barra de cor castanha, com o nome coloquial de "chamom". É potencialmente mais tóxico do que a marijuana, dado que o seu conteúdo em THC (até 20%) é superior ao desta (de 5% a 10%). Os tipos de resina ou haxixe mais comuns são o marroquino, o libanês e o pólen.
"óleo de cannabis ou óleo de haxixe" – preparado a partir da mistura da resina com um dissolvente (acetona, álcool ou gasolina), que se evapora em grande medida e dá lugar a uma mistura viscosa, cujas quantidades em THC são muito elevadas (até 85%).
Estas substâncias são principalmente consumidas por ingestão e inalação. Quando fumada, a cannabis é misturada com tabaco em cigarros feitos manualmente ou em cachimbos. Em algumas culturas africanas ou do Caribe, bebem-se tisanas feitas com esta droga e água. Pode também ser preparada sob a forma de bolos (neste caso os seus efeitos são intensificados).
Apesar de ser principalmente usada para fins recreativos e sociais, terapeuticamente podem ser utilizada como antiemético oral para tratar as náuseas provocadas pela quimioterapia ou como relaxante.
A substância activa (delta9-tetrahidrocanabinol ou “THC”) é responsável por quase todos os efeitos característicos destas substâncias. As cannabináceas são absorvidas pelo pulmão ou pelo tracto gastrointestinal com rapidez, sendo depois assimiladas pelas gorduras do organismo, libertando-se no plasma. No Sistema Nervoso Central, o THC actua sobre um receptor cerebral específico, sendo a maior concentração nos gânglios basais, hipocampo e cerebelo.

Friday, November 11, 2005

Palavras para quê!!!

Historia da primeira viagem


O LSD é utilizado com o objetivo de "aumentar o estado de consciência". Em 1938, o químico suíço Alberto Hofmann estava pesquisando um remédio para enxaqueca no Laboratório Sandoz, mas acabou sintetizando uma nova substância a partir do fungo Claviceps purpurea, existente no centeio. Testou o “analgésico” em animais e decepcionou-se. Hofmann esqueceu o preparados numa prateleira e, cinco anos depois, ingeriu acidentalmente uma partícula. Foi a primeira “viagem” a bordo das alucinações do LSD. Pasmo, o químico viu, sentiu e cheirou “uma torrente de imagens fantásticas de extrema plasticidade e nitidez, acompanhadas de um caleidoscópio jogo de cores." Os alucinógenos (existem vários tipos) são substâncias que distorcem a realidade e o estado de percepção. Podem desencadear o aparecimento de estados psicóticos, depressão, pânico e alucinações incontroláveis. Também há registros de suicídios. A mais conhecida das drogas alucinógenas é mesmo o LSD, substância de ação potentíssima, cerca de 300 mil vezes mais forte que a maconha. Uma dose de 0,05 miligrama proporciona de 4 a 10 horas de alucinações. O LSD não vicia, do contrário da maioria das outras drogas. O seu usuário pode ter, entre várias outras, as seguintes reações: sensação de perda do limite entre o próprio corpo e o espaço em redor; sensação de que os odores podem ser tocados; sensação de que os sons podem ser vistos; sensação simultânea de alegria e tristeza; sensação de que se pode voar; sensação de pânico e de grande vulnerabilidade; tentativas de suicídio e surgimento de impulsos homicidas; perda de controle sobre os pensamentos; reação de "flashback" (alucinações que surgem até vários meses após o uso do LSD). Vários trabalhos científicos demonstraram que o LSD provoca alterações nos cromossomos, causando assim graves deformidades nos fetos.

Mapa das drogas terapêuticas



1 - Alguns Estados americanos permitem o uso da maconha para fins terapêuticos, mas a Suprema Corte tenta proibir o consumo definitivamente. O Canadá foi o primeiro país do mundo a liberar a erva para tratamentos médicos. Nos EUA, está em andamento o primeiro estudo sobre o potencial terapêutico de ecstasy, para pacientes de transtorno de estresse pós-traumático
2 - No Brasil é proibido o consumo e venda de substâncias entorpecentes. A erva alucinógena ayahuasca é liberada para uso em cerimônias religiosas do Santo Daime e União do Vegetal. A legislação brasileira diz que a cultura de plantas entorpecentes para fins terapêuticos ou científicos será permitida mediante autorização das autoridades competentes
3 - Holanda e Bélgica permitem o consumo e a venda da maconha livremente. Países como Espanha, Itália, França, Alemanha, Inglaterra e Dinamarca descriminaram o uso mas não permitem o tráfico. Um estudo espanhol sobre uso de ecstasy em mulheres que sofreram abuso sexual aguarda aprovação das autoridades
4 - O Ministério da Saúde de Israel deve iniciar uma pesquisa sobre tratamentos terapêuticos com ecstasy assim que o experimento americano for concluído
5 - Alguns países muçulmanos, como Marrocos, Líbano, Egito, Síria, Jordânia e Emirados Árabes permitem o consumo de haxixe, derivado da maconha

Monday, November 07, 2005

Cogumelos "magicos" pra estimular serotonina


Uma pesquisa sobre os efeitos da psilocibina (princípio ativo de alguns cogumelos alucinógenos) em pacientes com transtorno obsessivo compulsivo que resistiram a outros tipos de tratamentos está sendo realizada por Francisco Moreno, médico do departamento de psiquiatria da escola de medicina da Universidade do Arizona. Até agora, nove pacientes foram testados. Por enquanto, o objetivo é assegurar que a psilocibina, encontrada em espécies como Psilocybe cubensis e Paneoulus sp., é segura para o organismo. O médico acredita que a droga tenha um potencial anti-obsessivo, por atuar no aumento da produção de serotonina, e espera ainda estabelecer uma relação entre a dose ingerida e os efeitos ao final do estudo. Os cogumelos com propriedades alucinógenas já são conhecidos e usados em rituais há 6 mil anos. Tribos do México, Guatemala e Sibéria o aplicavam em cerimônias religiosas ou para fins terapêuticos. O químico suíço Albert Hofmann, descobridor do LSD (ácido lisérgico), foi a primeira pessoa a extrair a psilocibina dos cogumelos.

Origem farmacêutica do MDMA


Ironicamente a MDMA, que é um derivado anfetamínico, foi sintetizado e patenteado em 1914 pela empresa farmacêutica alemã Merck com o propósito de desenvolver um medicamento moderador de apetite. Os estudos foram abandonados até a década de 60, quando a MDMA voltou a chamar a atenção graças ao químico e farmacêutico americano Alexander Shulgin, que passou a exaltar os efeitos da droga, em especial a sua capacidade de remover defesas psicológicas.
Segundo mostra um estudo realizado pelos psicólogos Murilo Battistini e Ana Regina Noto, a farmacêutica Solange Nappo e o médico Elisaldo Carlini, a MDMA apresenta uma mescla atípica de efeitos. Além de promover bem-estar, a droga apresenta alterações na percepção da realidade, propriedades estimulantes, como euforia, agitação e desejo de se comunicar. Entre os efeitos adversos, o ecstasy diminui o apetite, promove taquicardia e ranger de dentes, entre complicações mais graves como hipertermia fulminante, problemas hepáticos, síndrome do pânico, depressão e perdas cognitivas. Essa diversidade de efeitos é decorrente de um complexo mecanismo de ação da MDMA no cérebro e medula espinhal, segundo os autores da pesquisa.

Ecstasy como tratamento medico


O paciente chega ao consultório de seu psicólogo. Durante a seção de terapia, recebe uma cápsula de MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina), o princípio ativo contido no ecstasy, droga recreativa freqüentemente associada às raves e ao mundo clubber. Cena surreal? Não para um grupo de 20 pacientes em tratamento de transtorno de estresse pós-traumático. Liderado por Rick Doblin, fundador do Maps (sigla em inglês para Associação Multidisciplinar para Estudos Psicodélicos), o estudo é aplicado a voluntários que sofreram situações envolvendo abuso sexual ou físico, que nunca tinham experimentado ecstasy e que já haviam passado por outros tipos de tratamento sem sucesso. “Quando um paciente tem um trauma, ele fica amedrontado. O MDMA ajuda a liberar as emoções, ajuda as pessoas a aceitarem a si mesmas e sentirem-se mais tranqüilas e sem medo”, explicou Doblin a Galileu.
Dos 20 voluntários, 12 irão receber MDMA e os outros 8 irão ingerir placebo, ou seja, uma cápsula que não contém nenhuma substância medicinal (pode estar recheada de açúcar, por exemplo), mas que pode influenciar psicologicamente no resultado final. Em apenas duas das seções o paciente recebe uma cápsula contendo 125 miligramas de MDMA. Nas outras 15 consultas, o voluntário passa por exames médicos e é submetido a terapia tradicional, sem o uso de nenhum tipo de medicamento. Os voluntários são acompanhados por uma comissão de monitoramento de segurança, formada por psicólogos e médicos, que por enquanto não detectou nenhum efeito colateral ou reação preocupante. Dois meses após a última seção, eles serão examinados novamente. Cinco pacientes já concluíram o tratamento, e Doblin acredita que os resultados serão promissores. Esse é somente um exemplo de uma droga recreativa estudada para fins terapêuticos. Outras substâncias como a psilocibina (encontrada em algumas espécies de cogumelos alucinógenos) e a mescalina (princípio ativo do cacto peiote) aguçam o interesse dos cientistas, que tentam desvendar seus presumidos poderes terapêuticos. Sem falar da maconha, já há alguns anos usada para combater os sintomas do câncer, dores em doenças como artrite e esclerose múltipla e até para tratar o glaucoma.

As drogas podem ajudar



Dos rituais mexicanos aos consultórios médicos
Cacto peioteMescalina pode ajudar a tratar o alcoolismoEm 1954, o escritor inglês Aldous Huxley (de “Admirável Mundo Novo”) lançou o livro “As Portas da Percepção”, um relatório de suas experiências com a mescalina, princípio ativo de um cacto conhecido como peiote. Foi o farmacologista alemão Ludwig Lewin quem publicou o primeiro estudo sistemático sobre essa planta, que foi batizada em sua homenagem de Anhalonium lewinii, em 1886. Apesar de ser novidade para a comunidade científica da época, o peiote era velho conhecido dos índios mexicanos e do que é hoje o Sudoeste dos Estados Unidos. “Administrada em doses adequadas, ela modifica mais profundamente a qualidade da percepção que qualquer outra droga à disposição do farmacologista, a isso aliando o fato de ser menos tóxica que as demais”, escreveu Huxley. Atualmente o peiote é usado pela Igreja Nativa Americana (NAC), composta por membros da comunidade indígena, como sacramento. “Essa igreja proíbe o uso de drogas ou álcool. Quando um membro dessa ingere peiote em uma cerimônia, é um uso religioso, portanto não podemos dizer que a NAC usa drogas”, defende o Dr. John Halpern, da escola de medicina de Harvard. Seria o mesmo raciocínio aplicado à ayahuasca (Banisteriopsis caapi), planta encontrada no Brasil, Peru, Bolívia, Equador,
Portas abertasHuxley estudou a mescalina nos anos 50Colômbia e Venezuela e utilizada em rituais da igreja do Santo Daime e do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, cujo uso em cerimônias religiosas é permitido por lei. Halpern estuda o uso do peiote entre os nativos americanos para combater alcoolismo e vício em drogas. O médico, que tem um extenso histórico de pesquisa com alucinógenos, defende o uso desse tipo de droga para combater o alcoolismo por ter demonstrado capacidade de reduzir a “fissura” pela bebida, apontada em estudos realizados principalmente nos anos 60 e 70. Halpern espera ainda aprovação para iniciar um trabalho com o peiote para tratar ansiedade em pacientes terminais de câncer, experimento que já vem sendo feito por Charles Grob. ”O tratamento é direcionado primeiramente para a ansiedade, e secundariamente para o humor, dor e qualidade de vida em geral”, enumera Grob.